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07 dezembro 2024

Rede de supermercados é condenada por omissão em caso de trabalhadora chamada de “guria preta” e “escrava” por cliente em Porto Alegre

dezembro 07, 2024 0
Rede de supermercados é condenada por omissão em caso de trabalhadora chamada de “guria preta” e “escrava” por cliente em Porto Alegre

 A  7ª Turma do TRT4 (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região) determinou que uma rede de supermercados indenize em R$ 30 mil uma ex-funcionária de uma rede de supermercados por ter sofrido racismo no ambiente de trabalho.



Conforme a decisão, a empresa se omitiu em coibir agressões raciais praticadas contra a mulher por uma cliente. A trabalhadora relatou que, durante os oito meses em que esteve na empresa, houve repetidas situações de humilhação e agressões verbais com teor racista. A funcionária, que exercia a função de embaladora, afirmou que uma cliente a chamava de “guria preta” e fazia comentários como “tu vais ter que puxar o meu carrinho, escrava”.

Segundo a vítima, apesar de ela informar as situações à gerência, as respostas teriam sido negligentes, com gestores alegando que “o cliente sempre tem razão” e não tomando nenhuma providência.

A rede de supermercados negou as acusações, argumentando que não houve discriminação nem racismo no local de trabalho. A empresa sustentou que a trabalhadora não utilizou o programa de denúncias da empresa, chamado “Conta Comigo”, e que, caso soubesse dos episódios, teria tomado medidas para cessá-los. O nome da rede de supermercados não foi divulgado.

Sentença

Na primeira instância, a juíza Rachel Albuquerque de Medeiros Mello, da 16ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, condenou a empresa a pagar R$ 20 mil por danos morais devido à omissão frente a situações de racismo e assédio moral sofridas pela trabalhadora. O julgamento, com perspectiva de gênero, destacou a violação dos direitos da trabalhadora, uma mulher negra, hipossuficiente, submetida à discriminação racial, agravada pela falta de ação da rede de supermercados.

O dano moral foi reconhecido pela violação da dignidade e autoestima da trabalhadora, atingindo sua honra subjetiva. Além disso, a magistrada citou as normas constitucionais e internacionais que garantem a igualdade e a proteção contra discriminação, ressaltando o dever do empregador de assegurar um ambiente de trabalho seguro e livre de discriminação racial.

As partes recorreram ao TRT4. A trabalhadora pediu o aumento do valor da indenização, e a empresa solicitou que a sentença fosse modificada. A 7ª Turma aumentou a indenização por danos morais para R$ 30 mil. A decisão foi fundamentada na omissão da empresa em coibir os abusos raciais e no reconhecimento do racismo estrutural.

O relator do caso, o juiz convocado Marcelo Papaléo de Souza, citou que “restou comprovado que, apesar de comunicada, a reclamada se omitiu quanto às violações sofridas pela autora”, destacando a falha da empresa em adotar medidas eficazes para proteger a trabalhadora.

O acórdão reafirmou a responsabilidade do empregador em garantir um ambiente de trabalho seguro e livre de discriminação, como prevê a Constituição e tratados internacionais. A decisão ressaltou que a omissão da empresa não só agravou o sofrimento da trabalhadora, mas também contribuiu para a perpetuação do racismo estrutural no ambiente corporativo. Os magistrados concluíram que a reparação deve ter caráter pedagógico, visando desencorajar futuras práticas discriminatórias e reforçar a necessidade de mudanças estruturais nas organizações para combater o racismo e a discriminação no ambiente de trabalho.

Também participaram do julgamento os desembargadores Wilson Carvalho Dias e João Pedro Silvestrin. Cabe recurso da decisão. As informações foram divulgadas na sexta-feira (6) pelo TRT4.


Por Redação O Sul | 7 de dezembro de 2024

27ª Parada Livre de Porto Alegre ocorre neste domingo

dezembro 07, 2024 0
27ª Parada Livre de Porto Alegre ocorre neste domingo

 A 27ª Parada Livre de Porto Alegre ocorre neste domingo (08), a partir das 12h, no Parque Farroupilha (Redenção). No local, haverá shows e atividades para marcar a luta pelos direitos LGBTQIA+.



A prefeitura, por meio das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e de Saúde, apoia o evento, disponibilizando serviços de orientação do Centro de Referência de Direitos Humanos da SMDS.

Já a equipe da Coordenação de Atenção à Tuberculose, IST, HIV/Aids e Hepatites Virais (Caist) estará na Redenção para levar informações e materiais ao público, das 10h às 17h. Haverá distribuição de preservativos, gel lubrificante e autotestes de HIV, além de orientações de prevenção.

Trânsito

A partir das 5h de domingo, 8, haverá bloqueio total da avenida Setembrina até o fim do evento, com desvio pela avenida Paulo Gama. Às 16h, deve ocorrer desfile, passando pela Setembrina, Osvaldo Aranha, José Bonifácio, João Pessoa, Luiz Englert e retorno para a Setembrina. Durante o trajeto, agentes da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) farão bloqueios momentâneos para a passagem do público.


Por Redação O Sul | 7 de dezembro de 2024

Crime organizado brasileiro fatura R$ 146 bilhões em um ano no Brasil

dezembro 07, 2024 0
Crime organizado brasileiro fatura R$ 146 bilhões em um ano no Brasil

 O crime organizado atuante no Brasil teve um faturamento de R$ 146 bilhões em produtos explorados em 2022. O montante vem da produção de ouro, fabricação de bebidas e produtos do fumo, extração de minérios de metais preciosos e exploração de combustíveis e lubrificantes.



Os dados pertencem ao FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) e foram apresentados nesta sexta-feira (06) ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

Somente com a exploração de bebidas, foram R$ 56,9 bilhões. Com tabaco e cigarros o faturamento foi de R$ 10,3 bilhões. Ouro R$ 18,2 bilhões e combustíveis e lubrificantes renderam ao crime R$ 61,4 bilhões.

Faturamento por produto:

tabaco e cigarro: R$ 10,3 bilhões
ouro: R$ 18,2 bilhões
bebidas: R$ 56,9 bilhões
combustíveis e lubrificantes: R$ 61,4 bilhões
Segundo o levantamento do FBSP, a economia de grupos mafiosos operantes no Brasil gira em torno de controles territoriais, lavagem de dinheiro e bens, monitoramento das prisões, vigilância da cadeia completa das drogas, desconexão entre inteligência de segurança pública e inteligência fiscal/financeira e a ampliação de setores econômicos já explorados.

Além disso, entre julho de 2023 a julho de 2024, o Brasil teve um prejuízo de R$ 22,7 bilhões em roubo/furto de celular, fruto de ações do crime organizado. Já em golpes virtuais, via Pix, boletos falsos e fraudes de cartão de crédito, assim como adulteração de maquininhas de cartão, o rombo ultrapassa os R$ 48 bilhões.

Sobre a atuação do crime organizado no meio virtual, também entre julho de 2023 a julho de 2024, a cada uma hora 4.504 foram feitas vítimas de tentativas de golpes por aplicativos de mensagens ou por ligações no país, sendo elas por transferências, via Pix ou boletos falsos.

Em golpes financeiros por falsas centrais de seguranças foram cerca de 4.678 vítimas por hora. Ademais, 1.220 a cada 60 minutos sofreram golpes ou fraudes em algum investimento que realizou após publicidade em redes sociais ou na internet.

A partir do levantamento, o Fórum conclui que houve também uma migração do mundo físico para o híbrido de atividades do crime organizado, agora com forte presença de crimes virtuais de patrimoniais e facilitados pelos furtos/golpes com celulares.

O PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) seguem sendo as organizações criminosas mais presentes e operantes na maioria dos estados brasileiros.


Por Redação O Sul | 7 de dezembro de 2024

Ex-policiais rodoviários federais são condenados pela morte de Genivaldo Santos em Sergipe

dezembro 07, 2024 0
Ex-policiais rodoviários federais são condenados pela morte de Genivaldo Santos em Sergipe


 Após dois anos, seis meses e 14 dias da abordagem que matou Genivaldo Santos, de 38 anos, em Umbaúba (SE), os ex-policiais rodoviários federais William Noia, Kleber Freitas e Paulo Rodolpho foram condenados, na madrugada deste sábado (7), a penas que vão de 23 a 28 anos de prisão.

Genivaldo morreu asfixiado após ter sido trancado no porta-malas de uma viatura e submetido à inalação de gás lacrimogêneo, em maio de 2022. O caso repercutiu mundialmente.

William Noia, que abordou Genivaldo desde o início da ocorrência e segurou a porta da viatura após a bomba de gás lacrimogêneo ter sido jogada no porta-malas, recebeu pena de 23 anos, um mês e nove dias; Kleber Freitas, que fez, por cinco vezes, uso de spray de pimenta contra Genivaldo, recebeu pena de 23 anos, um mês e nove dias; Paulo Rodolpho, que chegou após a abordagem já iniciada, jogou a bomba e segurou a porta, recebeu pena de 28 anos.

As defesas dos réus podem recorrer da decisão. O trio foi acusado de tortura e homicídio triplamente qualificado. No entanto, o júri popular desclassificou o crime de homicídio doloso para os réus William Noia e Kleber Freitas, que passaram a responder por tortura seguida de morte e homicídio culposo – quando não há intenção de matar.

Após a sentença, a irmã de Genivaldo, Laura de Jesus Santos, falou que, apesar da condenação, o sentimento da família não é de felicidade. “Foi um resultado satisfatório, embora a gente não fique feliz com a desgraça de ninguém. Acalma, mas felicidade não traz”, disse.

Os ex-policiais estão presos desde 14 de outubro de 2022. Eles foram demitidos da PRF após determinação do Ministério da Justiça em agosto de 2023.

No final da manhã do dia 25 de maio de 2022, Genivaldo, que tinha esquizofrenia, foi parado por estar pilotando uma motocicleta sem capacete. A perícia feita pela Polícia Federal durante as investigações concluiu que a vítima passou 11 minutos e 27 segundos em meio a gases tóxicos, dentro de um lugar minúsculo e sem poder sair da viatura estacionada. Segundo alegação dos réus, ele teria resistido à abordagem.

Genivaldo era aposentado em virtude do diagnóstico de esquizofrenia. Ele era casado e tinha um filho de 7 anos e um enteado de 18.

Em setembro de 2023, a Justiça Federal de Sergipe determinou que a União pagasse uma indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão para o filho de Genivaldo, além do pagamento de indenização de R$ 405 mil para a mãe da vítima.


Por Redação O Sul | 7 de dezembro de 2024

Relator prevê consenso na aprovação do projeto que proíbe o uso de celulares nas salas de aula

dezembro 07, 2024 0
Relator prevê consenso na aprovação do projeto que proíbe o uso de celulares nas salas de aula

 

O deputado federal Renan Ferreirinha (PSD-RJ), relator do projeto de lei que limita o uso de celulares nas escolas, avaliou que o texto deve ser aprovado com facilidade por ser “consensual”.

A proposta entrou na pauta da próxima terça-feira (10) da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. O projeto já passou pela Comissão de Educação e, se aprovado pela CCJ, será encaminhada para o Senado, já que a tramitação ocorre em caráter conclusivo.

O texto proíbe o uso de celulares e outros aparelhos eletrônicos dentro das salas de aula para todos os estudantes em escolas públicas e privadas, exceto se necessários para atividades pedagógicas e autorizados pelos professores.

Na Câmara, a proposta foi agregada a outros 13 projetos de temática semelhante. Na avaliação de Ferreirinha, o projeto não é ideológico e tem o apoio de diferentes partidos políticos.

“O tema foi ganhando ar de consenso e se tornou um entendimento suprapartidário, com apoio da direita e da esquerda. Não é uma questão ideológica”, afirmou.

Mudanças no texto

O texto aprovado pela Comissão de Educação proibia o porte de celulares e outros aparelhos eletrônicos pessoais em escolas públicas e privadas. No entanto, na CCJ, Ferreirinha excluiu o termo “porte” do projeto.

“Fiz a alteração no projeto para diferenciar porte e uso de celular porque precisamos continuar com o apoio das famílias, que querem ter comunicação com os filhos. Então, o aluno chega, manda uma mensagem para os pais no começo da aula e, depois, pode mandar outra ao final da última aula”, exemplificou.

Como secretário de Educação da capital fluminense, Ferreirinha implementou a proibição inclusive no recreio das escolas municipais do Rio no início deste ano. “É até pelo sucesso da iniciativa do Rio que me tornei o relator da pauta para levar essa medida nacionalmente”, afirmou.

Por Redação O Sul | 7 de dezembro de 2024

Ex-diplomata brasileiro prevê que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, criará problemas para o nosso País

dezembro 07, 2024 0
Ex-diplomata brasileiro prevê que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, criará problemas para o nosso País

 O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, deve criar problemas ao governo brasileiro, avalia o embaixador Rubens Ricupero, ex-secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente. “Além de ataques verbais, a perspectiva é que dê impulso à extrema direita”, diz.

“Não há dúvida alguma que não haverá simpatia entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como não há entre Lula e o Javier Milei, da Argentina. São como duas substâncias que não têm qualquer afinidade, e nem como se misturar. Então, é provável que haja divergências, críticas verbais, coisas desse tipo. Mas acho que o impacto negativo ao País é limitado”, projeta Ricupero, que define o bilionário republicano como “disruptivo”.

Ele acrescenta: “No caso do comércio, o mercado norte-americano é importante para nós, não é algo desprezível, mas o dano que Trump pode fazer com tarifas ele já fez no primeiro mandato [2017-2020]. O que o Brasil exporta para os eles são aviões da Embraer, cuja grande parte dos componentes, aliás, é americana. Ou então são produtos manufaturados, fabricados por empresas americanas no Brasil. Acho que somos relativamente pouco vulneráveis a essa mudança com Trump, embora não seja boa para nós.”

A ameaça de Donald Trump de sobretaxar países do Brics (grupo formado pelos emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) que utilizarem alternativas ao dólar nas transações comerciais, avalia, não sairá do plano retórico. O problema, alerta, vem da aliança internacional da extrema direita, que pode ganhar força agora com Trump.

Apesar de 2024 ter sido um ano marcado pelo êxito da presidência do G20, preparativos para assumir a presidência do Brics e ser anfitrião da COP30, o Brasil fez uma aposta na América Latina ao confiar na possibilidade de o governo venezuelano promover eleições justas e transparentes, mas acabou perdendo. Ricupero comenta:

“Pode-se dizer que o governo brasileiro, de certa maneira, fez uma aposta e perdeu. Porque apostou que ia dar certo o acordo [de Barbados], no qual o Brasil até se engajou para realizar eleições e reconhecer o resultado”, diz. “Mas foi uma derrota, de certa forma, honrosa, porque foi em favor de uma causa nobre.”

Professor, advogado, diplomata e escritor, Rubens Ricupero foi ministro da Fazenda, do Meio Ambiente e da Articulação de Ações na Amazônia Legal durante o governo Itamar Franco (1992-1994), além de embaixador do Brasil na Itália. Com atividade também na área da Economia, ele é presidente honorário do Instituto Fernand Braudel, sediado em São Paulo.

Ricupero – que completará 88 anos em março – vê para o ano que vem uma continuidade da degradação do cenário internacional: “O mundo estará dividido em multipolos de poder”.



Por Redação O Sul | 6 de dezembro de 2024

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